Gritaram do Congresso em margens túrbidas

De uma nata ímpia o riso em regozijo

E à noite subjugo em ondas rúbias

Ofuscaram fossas rasas de foragidos

 

Se ao abismo da autoridade

Conseguimos deduzir ameaça e morte

Em teu reto, imoralidade

Escraviza e abandona à própria sorte!

 

Ó palhaçada

Desgovernada

Bate! Bate!

 

Brasil, podre por dentro, enrijecido

De ódio e de egoísmo à merda afunda

Se em teu folgado cu, rasgo fedido

A corrupção se espalha pela bunda

 

Gestante de acúmulo de riqueza

És seco, és fome, pálido desgosto

E no teu futuro, crianças em pobreza

 

Terra largada

Malas de mil,

És tu, Brasil

Ó palhaçada!

São tantos crimes no covil

Que palhaçada

Brasil!

 

Regado eternamente em benefícios

Auxílios-moradia, rombos de fundo

Acordas, ó Brasil, desta novela

Deste acordo com o Supremo e com tudo!

 

Das barragens mais sofridas

Teus sisudos, sujos campos têm mais lama

Nossos políticos são homicidas

Nossos crimes, um silêncio que nos chama

 

Ó palhaçada

Desgovernada

Bate! Bate!

 

Brasil, de hipocrisia seja símbolo

Da cruz que o Estado laico tem pregado

E diga a intolerância desta flâmula

Deus é daqui, mas quem trabalha é o diabo

 

Mas se foge da justiça o endinheirado

Verás que as leis só valem para os pobres

Bandido bom é aquele abastado

 

Terra largada

Malas de mil,

És tu, Brasil

Ó palhaçada!

 

São tantos crimes em Brasília, no covil

Que palhaçada

Brasil!

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